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Archive for Janeiro 2010

A pulsão sexual e a pulsão de morte são antagónicas, dizia Freud. Talvez nesse duelo possa viver a explicação para o “Anticristo”. Porque é à procura de explicações que se sai do filme de Lars von Trier. Explicações para a violência, para o sexo explícito, para a satanização da mulher, para o choque gratuito. Explicações sobre o que raio é este “Anticristo”, que quis dizer Lars von Trier, de que lugar mental saiu tal filme.

“Anticristo” é um filme-choque. Deixou perplexos os jornalistas que o viram pela primeira vez em Cannes e reclamaram, entre apupos e perguntas acusatórias, justificações. “Consigo perceber a raiva deles”, disse Lars von Trier ao “The Guardian”, mais tarde. “Mas quererem que justifique o meu trabalho é demasiado. Aquilo é a minha festa e os jornalistas são apenas convidados.”

O filme foi rodado durante a depressão de Lars von Trier. É um desfile demasiado intenso de desespero e dor para pertencer puramente à ficção. E talvez por aí se possa explicar a obsessão sexual do filme: o sexo versus a morte (/depressão), o sexo como forma de sentir e afirmar a vida. “Anticristo” é uma viagem esteticamente fascinante ao universo da depressão, mas dispensava a rebeldia adolescente das cenas pornográficas gratuitas e das mutilações genitais impossíveis de observar.

A “vítima” principal de Lars von Trier é Charlotte Gainsbourg, vencedora merecida do prémio de interpretação do Festival de Cannes. Uma mulher, pois claro, dirão os que acusam o realizador de aversão ao sexo feminino. E não é certamente com “Anticristo”, um filme que, às tantas, põe a protagonista a falar da natureza maléfica de todas as mulheres e a faz furar com um berbequim a perna do marido, que a suspeita (será que ainda o é?) há-de passar. Charlotte Gainsbourg diz que não é nada disso, que as pessoas não percebem que ela é um alter-ego do realizador depressivo. E se ela, que se expõe na nudez e na intimidade absolutas, o diz, quem somos nós para duvidar? É que, perto dela, Björk e Nicole Kidman estiveram a passar férias diante da câmara de Von Trier.

“Anticristo” é feito de excessos. A “desculpa”, chamemos-lhe assim ainda que os filmes não precisem delas, é ser tão exagerado quanto belo, tão chocante quanto esteticamente brilhante. A cena inicial é, apesar do toque pornográfico, um hino ao cinema. Prova de que a depressão, pelo menos a de Lars von Trier, em vez de entorpecer pode criar.

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“Hope for Haiti Now” tornou-se no primeiro disco exclusivamente digital a liderar a tabela de vendas da Billboard 200. A compilação começou a ser vendida no sábado e foi descarregada 171 mil vezes só nos primeiros dois dias, segundo a Nielsen Soundscan.

A cerimónia de apoio às vítimas do Haiti foi vista por 83 milhões de pessoas só nos Estados Unidos. Transmitido por vários canais televisivos e também pelo YouTube, o evento contou com as participações de U2, Madonna, Rihanna, Christina Aguilera, Justin Timberlake, George Clooney, Nicole Kidman, entre muitos outros artistas.

O disco já angariou 66 milhões de dólares (47 milhões de euros).

Para quem não viu, fica o nosso top 3 das melhores actuações do Hope for Haiti Now:

3. Shakira a cantar sucesso dos Pretenders

2. Bono (e The Edge), Jay-Z e Rihanna (que tal outra roupinha?) cantam tema inédito

1. Christina Aguilera a dar um bailinho de interpretação com a estreia de uma música do novo disco

Angelina Jolie e o irmão, James Haven, publicaram no YouTube uma homenagem à mãe, Marcheline Bertrand. A actriz morreu há precisamente três anos, na sequência de cancro no ovário. Os irmãos fizeram um vídeo com imagens das férias em família no Hawai, quando Angelina Jolie tinha apenas seis anos.

Angelina Jolie sempre disse que a mãe foi a pessoa mais importante da sua vida. A actriz confessou ter-se inspirado nela para fazer o papel de “A Troca”, filme de Clint Eastwood pela qual foi nomeada para o Óscar de Melhor Actriz.

Stephen Frears está desconfiado de que Cristiano Ronaldo não é feliz, apesar de todo o dinheiro que ganha. Em entrevista ao “El País”, o realizador de “Chéri” falou sobre frivolidade, um dos temas abordados pelo filme, e frisou que o dinheiro não traz felicidade.

“Acha que o Ronaldo é feliz? Não acha, pois não? E ele ganha o quê: 150 mil/200 mil por semana? Tem todo o dinheiro com que nós podemos sonhar. Mas será feliz?”, pergunta o realizador, sem dar uma resposta concreta.

Frears falou também sobre Michelle Pfeiffer, muito elogiada pelo papel em “Chéri”. “É uma mulher muito bonita”, disse. “Ela foi muito directa: tenho esta idade e é assim mesmo. Não tentou parecer ‘glamorosa’ ou jovem. Mas, na realidade, só se pode aceitar a sua idade. Seria insultuoso pensar nela quando tinha 30 anos.”

Veja o vídeo completo aqui.

“Welcome to the Rileys” passou no Festival de Sundance durante o fim-de-semana, com boas críticas para o elenco e poucos elogios para o filme.

Kristen Stewart tem chamado a atenção no papel de uma stripper que um casal em desespero tenta reabilitar. A actriz de “Crepúsculo” trabalhou durante duas semanas com uma stripper profissional para se preparar para o papel. “Queria treinar com as roupas, mas a treinadora disse: ‘Não, com as roupas não te consegues colar ao varão'”, contou a actriz à revista “US Weekly”.

A prestação de Stewart recebeu elogios, bem como a de James Gandolfini (o Tony Soprano da série “Os Sopranos”) e Melissa Leo.

Fica uma das cenas do filme:

O realizador Tim Burton será o presidente do júri no Festival de Cannes, que se realiza entre 12 e 23 de Maio em França. A notícia foi confirmada pela organização, que está a seleccionar os filmes que vão competir no festival de cinema.

Burton chegará a Cannes já depois da estreia de “Alice no País das Maravilhas”, um dos filmes mais aguardados do ano.

Em baixo, algumas das imagens do filme:

Em bonecas todas “se transformam”, mas em bolachas só mesmo a Lady GaGa. Dois fãs decidiram homenagear a dona de “Poker Face” da maneira mais doce que encontraram: bolachas a reproduzir algumas das roupas marcantes da cantora. Vai uma trinca?


Óscares: Principais Vencedores

Melhor Filme

Estado de Guerra


Melhor Realizador

Kathryn Bigelow, Estado de Guerra


Melhor Actor

Jeff Bridges, Crazy Heart


Melhor Actriz

Sandra Bullock, The Blind Side


Melhor Actor Secundário

Christoph Waltz, Sacanas Sem Lei


Melhor Actriz Secundária

Mo’Nique, Precious


Melhor Filme de Animação

Up – Altamente


Melhor Argumento Original

Estado de Guerra


Melhor Argumento Adaptado

Precious


Melhor Canção Original

“The Weary Kind”, Crazy Heart


Melhor Caracterização

Star Trek


Melhores Efeitos Especiais

Avatar


Melhor Guarda-Roupa

The Young Victoria

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